
Uma jovem procurou a Delegacia Territorial de Caetité para denunciar o ex-companheiro, um personal trainer da cidade, após sofrer agressões físicas e violência psicológica na noite do último domingo (17). O caso levou a Justiça a aplicar uma medida protetiva de urgência, garantindo que o acusado mantenha distância e não faça qualquer tipo de contato com a vítima. Segundo o relato da jovem, o relacionamento era marcado por episódios de intimidação, humilhações e ameaças constantes. Ela contou que o personal trainer chegou a afirmar que tiraria a própria vida caso fosse denunciado, numa tentativa de impedir que ela buscasse ajuda e rompesse o ciclo de violência. A chantagem emocional, segundo a vítima, era usada como forma de controle e para manter o silêncio sobre as agressões. Mesmo abalada, a jovem decidiu registrar a ocorrência e pedir proteção. A Justiça analisou o caso e determinou medidas imediatas para resguardar a integridade da vítima, reforçando que qualquer descumprimento pode resultar em prisão. Especialistas lembram que a violência doméstica nem sempre começa com agressões físicas. Muitas vezes, o ciclo se instala por meio de manipulação emocional, isolamento, ameaças e controle psicológico — fatores que dificultam a denúncia e prolongam o sofrimento das vítimas. Por isso, o apoio familiar, social e institucional é considerado essencial para romper a violência. A Polícia orienta que mulheres em situação de risco acionem o 190 em casos de emergência ou procurem diretamente a delegacia mais próxima. Também é possível denunciar pelo Disque 181 e solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. As autoridades reforçam que denunciar é um passo fundamental para garantir proteção e responsabilizar agressores.