
Os postos caetiteenses começaram a receber combustível na madrugada desta quarta (30); preços se mantêm inalterados
“Farinha pouca, meu pirão primeiro”. A máxima repetida por nossos antepassados, nunca fez tanto sentido durante esta semana. Isso por conta das imensas filas formadas por condutores em busca do “líquido sagrado”, que faz movimentar carros e motos, já que alguns dependem dos seus veículos para trabalho ou simples locomoção. Durante as primeiras horas do dia em Caetité, filas quilométricas começaram a se formar em frente a três postos de gasolina da cidade, onde todos querem garantir “a farinha do seu pirão”. Alguns madrugaram em frente aos postos para abastecer seu veículo. Porém essa primeira remessa de combustível que chega a cidade não deve durar muito tempo, haja visto a grande procura por gasolina e o caminhão-tanque não traz somente gasolina. O veículo traz outros tipos de combustível como óleo diesel – que são de três tipos – e o etanol. Segundo alguns relatos que chegaram a nossa redação, num posto de combustível, situado na saída para Guanambi, a fila se estende até a rodoviária de Caetité.
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Em outro posto situado na Avenida Olimar Oliveira, segundo relatos, a fila já alcança as proximidades do Posto de Saúde Dr. Woquiton Fernandes. Em um posto na Avenida Waldick Soriano, a fila já contorna o retorno no final da avenida, seguindo pela Rua 2 de Julho. Os combustíveis na cidade, por enquanto, continuam com os preços anteriores a greve dos caminhoneiros, variando entre R$ 4,80 a R$ 4,99. As mesmas cenas se repetem nas cidades vizinhas a Caetité, como Guanambi e Brumado. Nas duas cidades citadas, motoristas dormiram na fila para conseguir gasolina. Conforme também apurou o Sudoeste Bahia, nos municípios citados, os preços dos combustíveis também se mantiveram inalterados. Só que a alegria dos motoristas pode durar pouco. Segundo a agência de notícias alemã Deutsche Welle, os petroleiros iniciaram uma greve de 72 horas em apoio à greve dos caminhoneiros. Uma liminar concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho concedeu liminar à Petrobrás impedindo a greve da categoria. Mesmo assim, a greve aconteceu.