
A festa esse ano abordará o tema Valores Humanos para a vida e a paz.
Todo o cenário para uma das maiores festas de cunho cívico da região está sendo preparado em Caetité. O Dois de Julho data de significativa relevância para a Bahia e todo o Brasil, é o marco histórico e inicial das lutas para a Independência do Brasil – apesar do país ter se declarado independente do reino português em 1822 – foi até 1823, quando, no aludido dia, os últimos portugueses residentes na Bahia foram expulsos e a então província declarava a sua independência também da Coroa Portuguesa. Em Caetité, os preparativos se iniciaram no dia 17/06, com o último ensaio para o Dois de Julho e levantada do mastro com a bandeira do então Brasil Império. Nos bastidores, escolas municipais, estaduais, particulares, fanfarras, instituições organizadas e grupos de montaria também já se preparam para a data magna da Bahia.

No dia 1º de Julho acontece a Levada da Cabocla até a Pedra do Conselho, em frente ao Cemitério Ladeira da Saudade. Uma curiosidade sobre a Pedra do Conselho: neste local, onde existe a citada rocha, os casais se despediam quando o homem iria à guerra ou necessitava sair da cidade por motivos maiores. Também era o local onde se dava conselhos àqueles que necessitavam de um. Logo após a Levada da Cabocla, há o acendimento da Pira e logo após a parte cívica, show musical. Este ano a atração anunciada pela prefeitura é a banda Sela Vaqueira, que irá animar os presentes no primeiro dia de comemorações. No dia 02, as 7:30h inicia-se os desfiles com os quadros como o da Paz, a invasão do portugueses ao Convento da Lapa e o assassinato da abadessa Sóror Joana Angélica entre outros. Depois, os grupos de montaria encerram o desfile. Após este, acontece o Te Deum Laudamos (do latim, Te louvamos, Deus) onde entoa-se cânticos religiosos de agradecimento a Deus, e o repicar dos sinos da Sé Catedral, onde encerra-se os dois dias de festa pelo Dois de Julho. Vale ressaltar que apenas três municípios baianos comemoram a Independência da Bahia. Caetité, que enviou homens à Salvador para lutar, por intermédio do Major Antônio de Castro, tio do poeta Castro Alves, Cachoeira (no Recôncavo Baiano, para onde se transfere a Governadoria do Estado da Bahia, durante o a semana que antecede o Dois de Julho) e Salvador, onde aconteceu a luta pela Independência baiana.