Sudoeste Bahia
Publicado em: 20 Jun 2020 / 21h30
Autor: Juliana Rodrigues

Centrão prepara emenda para tentar jogar eleição para 2022

Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

- Um dos principais articuladores do chamado Centrão, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) está buscando apoio para adiar as eleições municipais para 2022. A iniciativa contraria o calendário negociado entre a cúpula do Congresso e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a proposta de emenda à Constituição (PEC) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deverá colocar em votação na próxima terça-feira para tentar postergar o pleito de outubro para novembro e dezembro. As informações são do jornal Valor Econômico. Segundo a publicação, como consequência do adiamento, Nogueira sugere a extensão dos mandatos de prefeitos e vereadores em vigor por mais dois anos. O senador afirma essa é a maneira mais garantida de diminuir os riscos causados pela pandemia, especialmente aos idosos e pessoas com condições de saúde agravantes. “A iniciativa mais segura seria, sem dúvida, o adiamento das eleições por dois anos. Isso permitiria também que o valor a ser gasto no pleito fosse destinado para o setor de saúde”, argumentou. Nogueira e o Centrão defendem que o Congresso aproveite a pandemia de covid-19 para unificar o calendário eleitoral. Como a emenda do senador não deverá ser aceita pelo relator da PEC, Weverton Rocha (PDT-MA), que já se posicionou contra o prolongamento dos mandatos, ele precisará do apoio de outras bancadas para derrubar o texto principal na votação dos destaques, quando os parlamentares apreciam separadamente emendas que mudam artigos específicos da proposta. Além disso, Nogueira deverá apresentar outras duas emendas. A primeira para estender o horário de votação nas eleições, que passaria a ser de 7h às 20h. As três primeiras horas seriam reservadas para os idosos ou pessoas “cuja condição de saúde possa agravar a evolução da covid-19”. Outra emenda do senador estabelece que o voto será facultativo, não apenas para as pessoas maiores de 60 anos, como já ocorre, mas também àqueles que façam parte da faixa de risco, conforme definição do TSE.