
A Bahia está entre os 19 estados brasileiros que apresentam tendência de crescimento nos casos de Covid-19 nas últimas seis semanas, segundo levantamento do Ministério da Saúde. O aumento foi identificado em diferentes regiões do país e envolve diversas faixas etárias, de crianças a idosos. O estado baiano aparece ao lado de outras unidades do Nordeste que também registraram avanço das notificações da doença. Os dados mais recentes mostram que o crescimento das infecções ocorre em meio ao aumento da circulação do vírus em todo o território nacional. Embora o Ministério da Saúde mantenha a classificação de baixo risco para a Covid-19 no país, os indicadores passaram a ser acompanhados com mais atenção pelas autoridades sanitárias. Desde o início de 2026, o Brasil registrou 118.851 notificações de síndrome gripal associadas ao coronavírus. Outro sinal observado pelos especialistas é o aumento da taxa de positividade dos testes realizados em laboratórios privados, que acumula nove semanas consecutivas de crescimento. Além da Bahia, os estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí também apresentaram tendência de alta na Região Nordeste. O levantamento considera o comportamento da doença ao longo das seis semanas mais recentes e avalia a evolução dos casos em cada unidade da Federação. O aumento dos registros também começa a repercutir nos atendimentos hospitalares. Dados do Ministério da Saúde apontam 3.479 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas à Covid-19 até o fim de outubro. No mesmo período, foram contabilizadas 437 mortes de pacientes com quadros graves nos quais o coronavírus foi identificado. Boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também indica sinais de crescimento dos casos graves em alguns estados brasileiros. Segundo especialistas, o aumento das hospitalizações pode acompanhar a maior circulação do vírus, sem que isso represente necessariamente uma mudança no comportamento das variantes atualmente em circulação. As autoridades de saúde seguem reforçando a importância da vacinação, especialmente para grupos considerados mais vulneráveis, como idosos, gestantes, imunocomprometidos e pessoas com doenças crônicas. A recomendação é manter o esquema vacinal atualizado e procurar atendimento médico em caso de sintomas persistentes ou agravamento do quadro respiratório.