• Caetité: Após interrogatório, pastor suspeito de pedofilia é liberado; veja o B.O registrado pelo pai de uma das vítimas

    Foto: Paulo Haran | Sudoeste Bahia
    Foto: Paulo Haran | Sudoeste Bahia
    Por Marcos Oliveira

    08/06/2018 - 16:25

    Após a finalização do inquérito, prisão preventiva poderá ser solicitado à justiça.

    Acusado de pedofilia, o pastor da Igreja Congregação Cristã Apostólica, Gilmar Silva Porto, 35 anos de idade, foi detido e encaminhado à Delegacia Territorial de Caetité na manhã de quinta-feira (07). A investigação referente ao caso foi realizada pelo Serviço de Inteligência das policias Civil e Militar e durou cerca de 40 dias, após o responsável por uma das vítimas – um menino de 13 anos, residente em Taquara no Rio grande do Sul – denunciar o caso ao Conselho Tutelar. O Sudoeste Bahia conseguiu com exclusividade a cópia da ocorrência registrada da Delegacia de Polícia Civil de Taquara pelo pai do menor de idade. Consta no registro que a vítima foi adicionada no Facebook e Messenger pelo perfil "Caetité Ccmj Bahia", através do qual Gilmar pediu o WhatsApp do garoto. Porém “Gilmar passou a ter comportamento indevido, passou a chamar meu filho de gato de pelúcia e lindão". O pai do menor relatou ainda que Gilmar pediu fotos intimas da vítima, e também enviou fotos seminu para o adolescente. Constatou-se durante as investigações, de acordo com o delegado Joseberto Ribeiro – responsável por investigar o caso – que as vítimas dos abusos eram garotos com idade entre 13 e 17 anos, residentes em diversas cidades do país e acredita- se que novas vítimas possam aparecer após a divulgação do caso. Segundo a polícia, Gilmar utilizava um perfil nas redes sociais e aplicativos de mensagens para conversar e trocar fotos com os adolescentes. Ele foi abordado em sua residência, em Caetité, na Rua Laudelino Alves, Bairro Pedro Cruz, após a emissão de um mandado de busca e apreensão. Na ação foram apreendidos um veículo Fiat Palio, computadores, pendrives e cartões de memória contendo fotos e vídeos de meninos nus.

    Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
    Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia

    Gilmar prestou esclarecimentos na unidade policial, onde negou ter abusado sexualmente dos meninos, mas a polícia ainda não descartou a hipótese por conta do teor da denúncia. Apesar de ser conduzido à delegacia, ele foi soltou após prestar depoimentos porque não houve flagrante. O mesmo permanecerá em liberdade até o fechamento das investigações e perícia do material apreendido. O pedido de prisão dele também será feito à Justiça e Gilmar poderá responder por pedofilia e corrupção de menores. O outro lado: Em seu depoimento na Delegacia Territorial de Caetité, Gilmar confessou ter aproximação com os adolescentes e que ao cometer os delitos “estava possuído pelo demônio” e que “tudo era uma brincadeira inofensiva com as vítimas”. Após ser liberado, um áudio atribuído a ele foi compartilhado nas redes sociais, onde o mesmo nega as acusações. "Meu coração está limpo diante de Deus. As acusações não conferem, não são verdade. Os policiais foram em meu trabalho, me buscaram me pediram para vir a minha casa para recolher o meu celular e o meu CPU do computador para ser levado à delegacia para averiguar, mas não fiquei preso e fui liberado. Peço a irmandade que ore por mim". A polícia recomendou o afastamento de Gilmar da organização da igreja. Agora, a polícia investiga se há outras vítimas e se outras pessoas da instituição, ligadas a Gilmar, também têm participação no caso.