• Editor do Intercept Brasil ironiza Moro por vazamentos: 'Nós agora devolvemos

    Foto: Alice Vergueiro | Abraji
    Foto: Alice Vergueiro | Abraji
    Por Matheus Simoni e Alexandre Galvão

    17/06/2019 - 13:00

    'Sobre isso acabar ou não com a Lava Jato, o papel do jornalista é divulgar informação verídica. Quem cometeu irregularidades durante a Lava Jato não fomos nós', afirmou Leandro Demori

    Editor executivo do site Intercept Brasil, Leandro Demori comentou a fala do ministro da Justiça e ex-juiz federal Sérgio Moro por vazamentos na Operação Lava Jato que envolviam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante entrevista à Mário Kertész hoje (17), durante o Jornal da Metrópole no Ar da Rádio Metrópole, o jornalista apontou que o próprio ex-magistrado já havia declarado que conteúdos obtidos de forma ilegal poderiam valer como prova por conta da relevância do conteúdo. A declaração foi em abril deste ano, durante o programa Conversa com Bial da Rede Globo, sobre a ilegalidade do grampo que ele, como juiz, cometeu em 2016, quando interceptou uma conversa da então presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula para nomeá-lo ministro da Casa Civil. Naquele caso, Moro ressaltou que valia o conteúdo da conversa e não o meio como foi obtida, dada a relevância do interesse público sobre o diálogo. "Ninguém nunca se importou. São dois pesos e duas medidas. Poucos meses atrás, o Moro, no Pedro Bial, falou que a divulgação da Dilma e do Lula. O ex-juiz no programa de Bial falou: 'Não importa se poderia ser gravado ou não, importava o conteúdo'. Nós agora devolvemos: não importa como foi gravado, mas sim o conteúdo", ironizou Demori. Ainda de acordo com ele, é necessário que os leitores e telespectadores saibam da importância de se preservar a fonte anônima que garantiu que o conteúdo fosse publicado. "As pessoas têm que saber que sem a fonte anônima, muita coisa não sairia. Sobre isso acabar ou não com a Lava Jato, o papel do jornalista é divulgar informação verídica. Quem cometeu irregularidades durante a Lava Jato não fomos nós, foram eventualmente procuradores e Moro. Isso causar danos ao bom trabalho da Lava Jato, a responsabilidade é única e exclusivamente de quem cometeu ilegalidades em conversas secretas", declarou o editor.

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