• Caetité: Bamin poderá ter a maior barragem de rejeitos da Bahia; tamanho corresponde a 55 estádios de futebol

    Foto: Reprodução
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    Por Willian Silva

    07/02/2019 - 22:00

    A empresa alega que a forma de construção escolhida é a mais segura e, por conta da segurança, os valores são maiores para a sua montagem

    A tragédia em Brumadinho é, com absoluta certeza, um dos maiores crimes ambientais no país, desde o ocorrido em Mariana, interior de Minas Gerais, em 2015. Com isso, aumentou-se as tensões em torno de outros projetos de mineração existentes, não só na terra de Milton Nascimento, quanto em todo o país. Porém, mais tensão ainda é na região que engloba os municípios de Caetité e Pindaí. O site Sudoeste Bahia entrou em contato com a Bahia Mineração, empresa do grupo cazaquistanês ERG – Eurasian Resources Group, multinacional de mineração. Em questionamentos feitos pela reportagem, a Assessoria de Comunicação da empresa disse que a barragem de rejeitos, que abrangerá uma área de 430 hectares – o que corresponde a 55 estádios de futebol - quando esta possuir seu volume máximo, é totalmente segura e foi projetada e cuidadosamente estudada para ser construída num vale, de acordo com a empresa. A barragem “Será instalada em um vale, ao lado da Usina de Beneficiamento, entre os municípios de Pindaí e Caetité.  Esse local foi cuidadosamente escolhido por ser mais adequado, seguro e ideal para a Instalação. A localização da barragem foi exaustivamente avaliada por estudos e aprovada durante o licenciamento ambiental, sendo amplamente discutida com a sociedade, por meio de oficinas, audiências públicas, palestras, seminários, entre outros.” Quanto a forma de construção, a empresa disse que será utilizado a forma mais segura, onde o próprio rejeito será utilizado para a construção do barramento. A empresa alega, por conta da escolha desse método, o processo será mais custoso. “O método utilizado para construção do barramento será o de alteamento à jusante. Nele, o próprio rejeito é utilizado para a construção do avanço e como resultado, a maior parte da água recuperada volta para o processo de beneficiamento e, limpa, a outra parte segue para o córrego grande. O método à jusante é seguro e oferece um rigoroso controle operacional. Por isso, este foi o método escolhido para o projeto de barragem da BAMIN.” De acordo com a empresa, esta possui todas as licenças para operar e depende da Ferrovia Oeste-Leste, para iniciar a produção prevista para 2020 e poderá gera cerca de 1.500 empregos diretos. “O Pedra de Ferro é um complexo de produção de minério de ferro projetado para produzir até 20 milhões de toneladas de minério por ano. Serão gerados 10 mil empregos diretos e 20 mil indiretos na implantação e na operação 1.500 empregos diretos” e que O projeto da Mina Pedra de Ferro possui todas as licenças necessárias para implementação. No entanto, a FIOL é o primeiro passo para a viabilização destes projeto. Um depende do outro e o início de sua implementação depende da FIOL.” Quanto a água, que é uma das principais matérias primas para a produção do minério de ferro, segundo a Bamin, a empresa pretende construir uma adutora, que trará água do tão castigado São Francisco, para tocar a mineração.  Por fim, a empresa cita que a Bahia, com o início da mineração de ferro, se tornará o 3º maior produtor de ferro do país e geração de quase 20 mil empregos indiretos. “A implantação de um projeto como este irá descentralizar o desenvolvimento econômico para o Sudoeste e Sul da Bahia, transformando o estado no 3º maior produtor de minério de ferro do país. Além de gerar 10 mil empregos diretos e 20 mil indiretos na implantação e 1.500 empregos diretos na operação, afeta positivamente toda a cadeia produtiva da região, aumentando a arrecadação de impostos municipais e permitindo consequentemente um investimento pelos municípios nas áreas de Infraestrutura, Saúde, Educação e Segurança. A implementação deste projeto, também estimula o turismo da região, contribuindo para a geração de novos ativos ambientais, incrementando as atividades comerciais e gerando renda para as comunidades onde estará inserido”.

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