• Caetité: Indústria de água mineral entrará em operação no município nos próximos meses

    Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
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    Por Willian Silva

    08/01/2019 - 14:00

    A reportagem do Sudoeste Bahia visitou as instalações da indústria de água mineral que será inaugurada em breve e gerará cerca de 50 empregos diretos

    Caetité sempre gerou grandes riquezas, sejam elas intelectuais ou extraídas da terra. O exemplo de Anísio Teixeira, Waldick Soriano, ametista, manganês, ferro, entre outros. Dessa vez, mais uma riqueza oriunda da terra está prestes a conceder à Caetité, o título de Terra da Água Mineral. Isso mesmo que você leu. Em poucos meses, Caetité passará a fornecer água mineral envasada nos formatos tradicionais para milhares de lares de Caetité e região. O empresário Jurandir Barbosa, conhecido como “Indiano de Brejinho” descobriu em suas terras um grande manancial de água mineral e resolveu investir no segmento, já que o Brasil é o quarto maior produtor de água mineral do mundo e o terceiro que mais consome água engarrafada, perdendo apenas para os Estados Unidos e a China, respectivamente, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Água Mineral (Abinam).

    Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
    Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia

    A indústria de produção de água mineral Inajá possui um espaço construído de quase 6 mil m2, possui seis decks para embarque e desembarque de caminhões, área de envase fechado, refeitório, estacionamento, vestiários, laboratório de análise, depósito, área verde e escritórios. A parte física está toda pronta. Segundo Indiano, o maquinário chega agora em Fevereiro e a previsão de inauguração é para Maio deste ano e foram investidos quase R$ 12 milhões. A reportagem do Sudoeste Bahia apurou junto ao proprietário que a indústria tem capacidade de envase de 1.700 galões de 20 litros por hora; a linha de descartável, que compreende garrafas de 500 mililitros, 1,5 litros e copos, serão produzidos cerca de cinco mil unidades por hora. O manancial descoberto tem capacidade de vazão de 82 mil litros de água/hora, com água de qualidade ótima (conforme constatado pela reportagem) e certificada pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que já emitiu as devidas licenças. O processo é totalmente automatizado, sem nenhuma intervenção humana. Porém, inicialmente, a Inajá gerará cerca de 50 empregos diretos. “Nossa pretensão é oferecer água de qualidade para as distribuidoras para que elas não precisem se deslocar para Salvador, como muitas distribuidoras fazem. Hoje, o que mais pesa é o frete, que infelizmente é colocado no preço final do produto vendido ao consumidor. Só de não precisar se deslocar até Salvador para comprar água mineral, a distribuidora irá ter um menor custo, o que irá baratear o produto”, disse Indiano.

    Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
    Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia

    Alexandre Moreira, Diretor comercial e de produção da Inajá, informou a nossa reportagem que a tubulação que conduz a água do manancial para a fábrica é em inox sanitário 304 PI-PE (polido internamente – polido externamente), o que garante a qualidade da água levada até ao local de envase. Moreira ainda disse que, junto à bomba de sucção, foi colocado um sistema de luz ultravioleta que mata qualquer bactéria que porventura esteja na casa de proteção do poço. “Quando a Inajá estiver funcionando, estaremos implantando também o sistema de limpeza das tubulações e maquinas por ozônio, que consiste em eliminar qualquer odor e sabor desagradável que venha a aparecer durante o envase.” Alexandre ainda destaca que a Inajá adquiriu todos os equipamentos de última geração e que, os futuros operadores receberão treinamento com os técnicos do fabricante dos equipamentos. Visando garantir a alta qualidade de seus produtos, Moreira disse que “antes de sair da fábrica, todos os lotes produzidos serão analisados por nossos técnicos em laboratório. É uma garantia ainda maior que os nossos produtos são 100% seguros e de qualidade igual a das grandes fábricas do Brasil.” Perguntado se haverá uma expansão em termos de diversificação dos produtos, Indiano diz que, no futuro, existe a intenção de produzir sucos naturais, já que, diferente das outras indústrias que investiram em refrigerantes, “os sucos naturais tem uma boa receptividade no mercado”, finaliza Indiano.

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