• Em nota, WhatsApp diz que investiga mensagens em massa de Bolsonaro contra PT

    Por Juliana Rodrigues

    19/10/2018 - 09:00

    Por causa das fake news, os gestores do aplicativo afirmam que já ter banido centenas de contas durante o período eleitoral no Brasil

    Uma nota enviada à imprensa pelo WhatsApp na quinta-feira (18) afirma o compromisso dos gestores do aplicativo em investigar os disparos de mensagens em massa dirigidos ao candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, supostamente contratado de forma ilegal por apoiadores do opositor Jair Bolsonaro (PSL). Segundo o Estadão, o WhatsApp garante já ter “banido centenas de contas durante o período das eleições brasileiras” ao identificar irregularidades, inclusive fake news, as notícias falsas. “Temos tecnologia de ponta para detecção de spam que identifica contas com comportamento anormal ou automatizado, para que não possam ser usadas para espalhar spam ou desinformação”, diz o texto. A nota também destaca a política do app para compartilhamento em massa de mensagens: “No mundo, o limite de membros para grupos é 256 pessoas. Para encaminhamento de mensagens, há um limite global de 20 mensagens (exceto na Índia, onde o limite são cinco mensagens)”. O esquema divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo aponta que um grupo empresarial contribuiu de forma irregular com a campanha do capitão da reserva ao investir R$ 12 milhões, não declarados, na compra de bases de dados com números de telefones de eleitores e contratação de agências que gerenciam as publicações. A lei eleitoral só permite o envio de dados para números cadastrados pelos políticos, não autoriza o comércio dos contatos. Inelegibilidade – A denúncia da Folha foi utilizada pelo PT em ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) fique inelegível pelos próximos oito anos. No mesmo ato, a legenda também pede quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, e das agências de comunicação Quickmobile, a Yacows, Croc Services e SMS Market, citadas pela reportagem. O PDT, de Ciro Gomes, também pretende judicializar o caso e promete pedir a anulação das eleições por suspeita de fraude eleitoral.

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