• 'Temos uma bomba relógio para explodir e temos que evitar', diz Haddad sobre Bolsonaro

    Foto: Reprodução
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    Por Alexandre Galvão e Rodrigo Daniel Silva

    15/10/2018 - 09:20

    Petista disse que eventual governo de Bolsonaro será um "retrocesso histórico" e apostou que vai vencer o pleito

    O presidenciável Fernando Haddad (PT) disse, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, que um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL) será um "retrocesso histórico" e apostou que vai vencer o pleito. "Em 30 dias e já tenho 42% de intenção. Se conseguir mais oito em 15 dias, vamos vencer a violência, tortura, cultura do estupro, milícias, tudo que meu adversário representa, que é um retrocesso histórico. De maneira, que vejo minha missão como história para preservar o que o país construiu de melhor. Vamos congregar todas as reformas democráticas para vencer o retrocesso. Não lembro um momento que tivemos mais em risco do que agora.  Temos uma bomba relógio para explodir e temos que evitar", afirmou. Haddad disse ainda que que quem conhece Bolsonaro não vota no capitão da reserva. "Aredito que o projeto que representamenos é o melhor para o nosso país. Não estou espalhando fake news. O preconceito está na boca do meu adversário. Ele chamou Dom Paulo Evaristo Arns de vagabundo. Ele disse que o filho dele jamais casaria com uma negra porque teve estudo. Se os baianos souberem o que ele falou, jamais votariam nele. O que é isso? Como o Brasil chegou nisso? Pegar um dos piores parlamentares da história, 28 anos sem fazer nada, gabinete rico, cheio de assessor, levar esse cara às cegas para o maior posto do país, sem passar por prefeitura, por nada", criticou. O petista disse que tem "medo" de o país "perder um projeto que dava muito certo, por erros que são sanáveis". O candidato à Presidência ressaltou que não nega os erros do PT. "Toda entrevista que dou, eu sou o primeiro a admitir os erros. Meu papel é mostrar é que muita coisa foi feita, tiramos 40 milhões de pessoas da msiéria e colocamos 40 milhões na classe média. Houve erros nas conduções de algumas coisas, mas são erros que podemos corrigir. Não podemos jogar a criança com a água do banho", pontuou. O presidenciável do PT condenou a proposta de Bolsonaro de liberar o armamento. "Segurança pública não pode ser privada. Não pode armar uma mãe, uma criança, achando que ela vai dar conta da segurança. O meu plano prevê que a Polícia Federal assuma determinadas responsabilidade em relação ao crime organizado, que se nacionalizou. [...] Para mim, essa é a saída, não botar arma na mão de criança. Polícia bem preparada, bem formada, oportunidade de emprego, Polícia entrando forte na segurança pública", ressaltou.

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