Operação Último Tango: dois fugitivos de Correntina são presos em Goiás - Sudoeste Notícias





  • Operação Último Tango: dois fugitivos de Correntina são presos em Goiás

    Foto: Reprodução
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    22/05/2018 - 18:03

    Foram presos na segunda-feira (21), no estado de Goiás, dois alvos da operação “Último Tango”, desencadeada pelo Ministério Público estadual no município baiano de Correntina em outubro de 2017. Cleunizete de Souza Sales e Erickson Linces Santos estavam foragidos e foram presos após uma ação conjunta de inteligência dos Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) da Bahia e de Goiás, com o apoio da Polícia Militar goiana. Também com prisões preventivas decretadas pela Justiça, continuam foragidos o vereador Wesley Campos Aguiar, conhecido como “Maradona”, e o assistente de controle interno da Câmara de Vereadores de Correntina, Hugo Neves dos Santos. Cleuzinete, conhecida como “Cleu”, e Erickson, conhecido como “Quinho”, são casados e atuavam, respectivamente, como tesoureira da Câmara Municipal e motorista particular, contribuindo para a prática dos crimes denunciados pelo Ministério Público. Eles são acusados de peculato e de integrar uma organização criminosa que desviava verbas públicas em Correntina.

    Sobre a operação: No dia 26 de outubro de 2017, o Ministério Público Estadual da Bahia (MP-BA), através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), deflagrou a operação ‘Último Tango’, que prendeu cinco vereadores no Município de Correntina. Entre eles, o presidente da Câmara de Vereadores, Wesley Campos Aguiar, conhecido como Maradona. Erickson Lince Santos, o motorista e o presidente da Câmara de Vereadores, Wesley Campos Aguiar. De acordo com os promotores de Justiça do Gaeco, todos os presos estão envolvidos na formação de organização criminosa suspeita de fraudar processos licitatórios e contratos no Município, desviar verbas públicas mediante pagamento de gratificações indevidas a servidores e realizar exigências ilícitas ao prefeito, inclusive entrega de propina de R$ 50 mil para alguns vereadores em troca da aprovação de projetos de lei. Entre as denúncias ao Ministério Público da Bahia, está o atraso das obras da nova Câmara de Vereadores. O gasto previsto para a construção era de R$ 4,4 milhões e já foram gastos mais de R$ 3,5 milhões. O objetivo da operação foi de reprimir delitos contra a administração pública, licitações e contratos no âmbito da Câmara de Vereadores de Correntina, município situado no oeste baiano, cerca de 920 km de Salvador.

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