• CGU acusa prefeitura de Jequié de fraudar Educação e Saúde em R$ 1,5 mi

    Foto: Divulgação | Polícia Federal
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    Por Laura Lorenzo

    05/12/2017 - 14:50

    A Controladoria-Geral da União (CGU) acusou a prefeitura de Jequié, no sudoeste baiano, de “lotear” as áreas de Saúde e Educação entre vereadores, em um esquema que teria subtraído R$ 1,5 milhão dos cofres públicos municipais, entre 2016 e 2017. De acordo com a Operação Melinoe, que cumpriu 23 mandados de condução coercitiva, 18 de busca e apreensão e cinco medidas cautelares, também em Salvador e Jaguaquara, nesta terça-feira (05/11), a fraude consistia no desvio de recursos por um suposto fornecimento de funcionários terceirizados fantasmas. "Desde 2013 a prefeitura contratou essa empresa de terceirização da mão-de-obra, na área de Educação e Saúde, para que gerisse esse contrato, sem outras licitações. A prefeitura loteou as unidades escolares e de saúde para os vereadores, como forma de conseguir apoio político. Só que os vereadores indicavam quem iria para esses postos, ser lotado lá, mas não necessariamente trabalhar. A gente tinha escolas que decretaram que tinham 12 pessoas trabalhando como auxiliar de serviços gerais, mas na pratica só tinha uma pessoa prestando serviço", detalhou o superintendente da CGU na Bahia, Reinaldo Machado, em entrevista coletiva. Segundo o delegado da Polícia Federal Rodrigo Kolbe, o montante desviado pode aumentar. "Certamente agora, ampliando essa investigação e as apurações para os outros anos, esse valor tende a ser ainda maior do que foi inicialmente levantado", afirmou. Um dos alvos é uma ex-vereadora de Jequié, que teria incluído entre os servidores fantasmas dois sobrinhos que sequer residem na cidade. Os nomes dos suspeitos e da companhia irregular não foram divulgados.

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