• O maior perigo nuclear está nos atuais GESTORES, melhor dizendo, CONTRAVENTORES NUCLEARES

    Foto: Divulgação
    Foto: Divulgação
    Por Magal Santos

    18/09/2017 - 09:37

    As coisas que falo sendo elogiosas ou críticas, são fruto de tudo que vi, ouvi e senti ao longo de minha vida. Ainda criança, me lembro bem que quando víamos uma cidade com fábricas e seus chaminés soltando fumaça, muito barulho de máquinas, muito movimento de carros era sinal de “progresso”, pujança, evolução, e ficávamos admirados diante daquela local, pois era sinal que ali “corria dinheiro”, tinha empregos, bom comércio, etc..

    Cenários como esse são impensáveis nos dias de hoje. Já não aceitamos o “progresso” a qualquer custo,  a sociedade tem consciência das mazelas causadas pela ambição, pela cobiça, pela ganância, já temos discernimento do mal que causamos e não queremos deixar qualquer legado às gerações futuras. Imagine hoje se chegássemos com nossos filhos diante daqueles antigos cenários de “progresso”, com chaminés poluidoras, barulhos ensurdecedores, trânsito infernal e cheios de vaidade e orgulho disséssemos: “Filho, um dia tudo isso vai ser seu.”

    Já não somos mais indiferentes  a violência contra nossos semelhantes, sejam elas físicas ou em forma de violação de seus direitos fundamentais previstos em nossa constituição, ou mesmo contra animais e muito menos contra o meio-ambiente.

    É inegável que dentre as atividades industriais, a que mais fere nossos olhos devido à degradação ambiental é a atividade de mineração, pois essas deixam chagas visíveis no meio ambiente e nossa querida Caetité, o melhor pedacinho de terra do planeta, tem a vocação minerária ao longo de sua história.

    Reportagens como essa apresentada pelo JN - Jornal Nacional sobre a situação da extinta mina de urânio nos arredores de Poços de Caldas, nos deixa extremamente preocupados e apreensivos, sem saber o que o futuro nos reserva, principalmente com o atual cenário da INB que ao que tudo parece, vive e impõe “um regime de lei marcial” contra nossa sociedade e contra seus próprios empregados, outrora chamados de “maior patrimônio” da empresa”. Se a esse dito “patrimônio da empresa”  esse tratamento é dado, imagine à nós “pobres mortais”
    No final da gestão do último governo federal, bem como no atual governo, em “nome da governabilidade”, eramd feitos pactos até com o diabo se necessário fosse, e foi através desses “pactos” que esse “Trio do Mal” (leia-se: presidente João Carlos Tupinambá, Diretor de Recursos Minerais Laércio Aguiar da Rocha e o todo poderoso “cabra bem mandado” Superintendente Heraldo Ranjel  Júnior) chegou a gestão da INB.

    Esses “TRANSGRESSORES NUCLEARES”, para disfarçar sua incompetência, praticaram e praticam todos os tipos de truculência e violência, violência sim contra os empregados e a sociedade de um modo geral, quando violam seus direitos de serem bem informados, até comida e café estão regulando para os empregados, violência contra o meio-ambiente, pois não estão mais cuidando do mesmos, não recuperam mais as áreas degradadas a contento, só faltam a violência contra os animais, se é que não o fazem.

    São praticamente dois anos em que as respostas às nossas indagações são eivadas de arrogância, prepotência, indiferença, truculência, tanto com nossas autoridades constituídas, bem como, com a impressa de modo geral, e o que dirá dentro do “galinheiro” (INB-Caetité), onde o Superintendente Heraldo diz ser o “dono”.

    Nesses “pactos”, presidentes e diretores de empresas e órgãos estatais  foram nomeados para esses cargos sem terem a mínima competência para exerce-los, pois como explicar a nomeação de um comprador para presidente e de um bacharel em direito, ou melhor, um rábula para Diretor de Recursos Minerais?

    Em se chegando lá, tudo foi fácil, escolheram os “cabras bem mandados” para as maldades um gerente que nunca aparece nem para falar e  menos para fazer.

    Até ler essa reportagem e ver o noticiário no JN - JORNAL NACIONAL, eu pensava que a irresponsabilidade dessa gestão era apenas em não produzir e que escondiam sua incompetência na truculência, porém vejo que eles também são irresponsáveis em não cuidar, é sim,em não cuidar do meio ambiente, a INB-Caldas é um exemplo evidente, em não cuidar do bem estar de seus empregados, em não cuidar de um relacionamento harmonioso com as comunidades nas quais suas Unidades Industriais estão inseridas.

    Eu fui em busca de informações junto aos empregados da INB, tanto aqui em Caetité quanto em Poços de Caldas e pude sentir o medo, o pavor que ronda a vida deles. Me pediram “pelo amor de Deus, não ligue na INB e nem mande email em nosso e-mail corporativo”, aqueles que terminam com @inb.gov.br. Me disseram que tudo é monitorado, fiscalizado, censurado, etc., mas como não desisto fácil, usei os celulares, whatsup, enfim, todos os meios que me foram possíveis para conseguir informações.

    Empregados de Poços de Caldas me confirmaram que nessa administração o descaso é geral, que nos dois anos dessa atual gestão, ou melhor dizendo, dessa atual transgressão nuclear, não se fez nenhum investimento naquela Unidade, que mal conseguem fazer as atividades rotineiras e que “tal qual ciganos”, tiveram que cobrir o “silo de rejeitos radioativos com LONA PLASTICA, pois os atuais TRANSGRESSORES NUCLEARES, não aprovam investimentos, gastos importantes para CUIDAR do que é necessário. Disseram também que o JN não foi sensacionalista, até amenizou a precária situação. Chegaram a me dizer que a INB_Caldas, “parece um cemitério”, todos em seus túmulos, tem medo de saírem e serem notados, é um verdadeiro deserto a instalação. Cada um em seu casulo.

    Em Caetité o contato foi um pouco mais fácil, mas não menos traumático, tive de conversar as escondidas, mudar de assunto quando alguém se aproximava, do tipo usar código e sinais, parecia coisas de mafiosos. Descobri que o descaso com o meio-ambiente de certa forma ronda a INB-Caetité, além de não produzirem, deixaram de recuperar o que já foi degradado. Soube que os visitantes que vão à INB não são mais levados ao Horto Florestal, local que sempre foi considerado um orgulho daquela unidade. Não são levados porque praticamente não há mais nada para se mostrar. Até o “Bosque da Amizade”, local onde “selava a amizade” entre a INB e a instituição visitante foi esquecido, talvez por não receberem mais visitantes, ou por não terem mais mudas para plantar lá com o símbolo que selava essa amizade entre as instituições. Me confidencializaram que está chegando o período chuvoso e não tem mudas de espécies nativas para serem plantadas visando recuperar as áreas degradadas, bem como não tem nem mais mão de obra especializada para fazer esse serviço.

    Diferentemente da INB-Caldas, aqui na INB-Caetité, o descomissionamento (recuperação ambiental) era feito a medida que os trabalhos iam evoluindo, porém deixou de ser, mas o que me deixou mais estarrecido, foi saber queaqui também, na INB-Caetité,  tem “Bacias de Rejeitos Radioativos” chamadas PONDS e que a atual gestão paralisou os projetos de recuperação das mesmas, e há bacias de rejeitos radioativos que  estão exauridos e a céu aberto, esperando uma melhor sorte.

    Antigamente esse “trio da maldade” colocava a culpa nas gestões anteriores, porém após dois anos essa desculpa esfarrapada não cola mais. Antigamente a unidade de Caetité era criticada por não atingir sua capacidade máxima de produção, porém essa gestão bateu o recorde de zero grama de produção e descaso total com o meio-ambiente, com a comunidade e com seus empregado.

     

    Será que teremos o mesmo destino da Unidade de Poços de Caldas?

    Será esse o legado dessa atual administração?

    Ficaremos passivos?

    Exigiremos mudanças?

    Magal Santos é e será a única voz a lutar contra esse “Trio do Mal”, contra esses “TRANSGRESSORES NUCLEARES?

     

    Até o MELHOR PEDACINHO DE TERRA DO PLANETA ficará a espera de um salvador?

     

    Precisamos nos unir e exigir a saída desse “TRIO DO MAL”, caso contrário o legado aos nossos filhos e netos será tenebroso.

    CONTINUE LENDO

MAIS NOTÍCIAS