• Caetité: Funcionários da INB denunciam perseguição por parte da atual gestão

    Foto: Divulgação
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    03/09/2017 - 21:57

    O fantasma da perseguição a trabalhadores ronda as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité. Nesta unidade, está implantada a única mineração de urânio em atividade no país. Em nota enviada a redação do site Sudoeste Bahia, funcionários denunciam possíveis casos de perseguição praticados pela direção da empresa. Confira a íntegra da nota: “Os funcionários da INB, unidade de Caetité, têm sofrido vários ataques gratuitos, por parte da atual gestão. A empresa vem tratando os seus funcionários desrespeitosamente, ultrapassando de maneira arbitrária questões de ordem negocial entre empresa/funcionários, como é o caso último da alteração da jornada de trabalho. A atual gestão da INB tem praticado o que se convenciona chamar de “terror psicológico no trabalho”, pois vem expondo o trabalhador a situações vexantes. A empresa suprimiu, unilateralmente, as horas extras do trabalhador de turno há cerca de dois anos, fazendo com que este trabalhador buscasse uma forma de complementar seus salários, pois sofreu uma perda salarial de, aproximadamente, R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais). A maioria buscou outros afazeres para evitar o dano irreparável que essa perda representa. Outros ainda buscaram estudar para, num futuro não muito distante, encontrar meios suficientes para evitar o prejuízo. E numa mostra inconteste de perseguição, a INB, de maneira unilateral e perversa, altera a jornada de turno daqueles mesmos trabalhadores. Novamente, a INB encontrou outro meio para prejudicar ainda mais o trabalhador. Instituiu o turno de 6 (seis) horas, sob a alegação da economia, por conta da crise que assola nosso país. Os salários dos trabalhadores sofrerão nova queda por parte da INB e, o que é pior, esses trabalhadores não poderão atuar em outra frente, para complementar seus salários, porque a medida da empresa é temerária. A “desculpa” da economia é esfarrapada, porque, de início, com essa nova jornada, há necessidade de acrescentar um novo ônibus e mais um motorista, para fazer o trajeto Caetité/Empresa/Empresa/Caetité. Esse aumento de jornada também onera a folha de pagamento, pois aumenta o quantitativo de dias que os funcionários trabalharão nos finais de semana, bem como o quantitativo de dias trabalhados nos feriados. Não bastasse isso, ocorre o absurdo de a INB não estar fornecendo o lanche devido aos trabalhadores, o que, inclusive, fez com que uma funcionária tivesse uma crise de hipoglicemia, dentro da empresa, por causa do longo período sem alimentação. Entretanto, não é somente a questão financeira que está em jogo. O trabalhador de outras cidades, por exemplo, precisam estar se deslocando, de madrugada para poder pegar o ônibus da INB, rumo ao trabalho, o que representa risco de vida. Aquele trabalhador que procurou outro meio de complementação salarial terá que escolher entre a INB e seu trabalho complementar, o que representa a verdadeira intenção desta gestão perversa, perseguir o trabalhador. Com todos esses absurdos acontecendo, o Superintendente da INB, em reunião, disse que a empresa era “um galinheiro e que ele era o dono”. Num outro momento, o também Superintendente, afirmou que “baiano tem que comer chicote e farinha”. Se por acaso esse chauvinismo procede, não se pode afirmar, mas o que é incontestável é que essas decisões, por parte da atual gestão da empresa, curiosamente, só tem acontecido em Caetité, única unidade da INB na Bahia.” O outro lado: A reportagem do Sudoeste Bahia entrou em contato com a direção da empresa, mas, até a publicação desta matéria, nenhuma nota havia sido enviada. O espaço continua à disposição.

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