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  • Vídeo da reunião ministerial do governo Bolsonaro é divulgado; assista

    Foto: Valter Campanato | Agência Brasil Foto: Valter Campanato | Agência Brasil
    Por Luciana Freire

    22/05/2020 - 17:00


    Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro afirma que Bolsonaro o cobrou, na reunião, a troca do ex-superintendente da PF do Rio de Janeiro e do ex-diretor-geral da Polícia Federal

    POLÍTICA

    - O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo que investiga suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF) divulgou hoje (22) o vídeo da reunião ministerial em que, segundo o ex-ministro de justiça, Sergio Moro, prova a acusação de interferência. Sergio Moro afirma que Bolsonaro o cobrou, na reunião, a troca do ex-superintendente da PF do Rio de Janeiro Ricardo Saadi e do ex-diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, além de relatórios de inteligência e informação da PF. Veja o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril:

  • Celso de Mello autoriza divulgação de vídeo de reunião ministerial de Bolsonaro

    Foto: Rosinei Coutinho | SCO/STF Foto: Rosinei Coutinho | SCO/STF
    Por Alexandre Galvão

    22/05/2020 - 15:00


    Gravação será divulgada de forma parcial, após indicação do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, como prova de que Bolsonaro quer ia ter influência na PF

    POLÍTICA

    - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, relator da investigação que apura interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, decidiu divulgar o vídeo da reunião ministerial praticamente ocorrida no dia 22 de abril. O material, praticamente na íntegra , terá a retirada de apenas dois trechos, que contêm comentários sobre a China e o Paraguai. A informação foi divulgada pela CNN. Ontem, durante na live semana que faz, Bolsonaro havia pedido que a gravação não fosse divulgada. "Vocês vão perder, eu estou adiantando a decisão do ministro Celso de Mello. Não tem nada, não tem nenhum indício de que eu interferi em processo da Polícia Federal naquelas duas horas de fita”. A gravação foi indicada pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, como prova de que Bolsonaro quer usar do seu cargo para beneficiar sua família e amigos. 

  • Ministro interino da Saúde nomeia como assessor especial advogado de milicianos

    Foto: Alan Santos | PR Foto: Alan Santos | PR
    Por Lara Curcino

    22/05/2020 - 11:00


    Zoser Bondim defendeu ainda banqueiro Salvatore Cacciol e assassino de juíza Patrícia Acioli

    POLÍTICA

    - O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, nomeou o advogado criminalista Zoser Plata Bondim Hardman de Araújo como seu “assessor especial”. A informação consta em portaria publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (20). De acordo com o G1, um dos defendidos por Zoser é Wallace Pires, o Robocop, apontado como chefe de uma milícia no Rio de Janeiro. Além dele, outros clientes do criminalista são Samanta Girão e Roselaine Girão, esposa e irmã, respectivamente, de Cristiano Girão, suspeito de pertencer ao grupo paramilitar de Wallace. O advogado também defendeu Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, suspeito de comandar a milícia Liga da Justiça e que está preso em penitenciária federal, com diversas acusações de homicídios. O profissional ainda trabalhou para Daniel Santos Benitez Lopez, ex-tenente da Polícia Militar, condenado pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, e Salvatore Cacciola, ex-banqueiro condenado por fraudes durante sua gestão.

  • Wagner discorda de Lula e pede diálogo do PT com Ciro e Marina

    Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
    Por Matheus Simoni

    22/05/2020 - 08:45


    Senador afirmou que momento pede que as forças da esquerda tenham união para voltar a discutir os rumos do país no futuro

    POLÍTICA

    - O senador Jaques Wagner (PT-BA) discordou da fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apontou que o Partido dos Trabalhadores deve caminhar sem os apoios de Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede). A fala do ex-presidente petista teve repercussão nas redes sociais, com diversos comentários contrários ao posicionamento. Em entrevista a Mário Kertész hoje (22), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, Wagner se mostrou favorável ao diálogo com as outras composições do campo progressista do país. "De uma certa forma, Marina disse que quem inventou fake news foi o PT. Ciro bate toda hora. Até entendo, não concordo com a fala. Primeiro que você nunca diz que não quer, deixa o outro dizer. Se o outro não quiser se juntar, não sou eu que vou chutar o cara", declarou o ex-governador da Bahia. "Pode ter sido um momento de desabafo, como ele também era para dizer que 'infelizmente' foi necessário uma pandemia e um sofrimento desse para as pessoas entenderem a importância do SUS. Aí, ao invés dele dizer 'infelizmente', ele falou 'ainda bem'. Graças a Deus no outro dia, ele foi lá e se desculpou. Eu não concordo, acho que a gente tem que tentar unir ao máximo", acrescentou Wagner. Ainda de acordo com o senador baiano, é necessário estar atento aos movimentos internacionais  para identificar estratégias de se garantir a governabilidade. "Tínhamos que fazer uma internacional humanista, da sustentabilidade. Já vão 75 anos do final da segunda guerra, ou para vender arma ou para ver gente morrendo. É provocação o tempo todo. Aqui na Bahia espero que possamos manter nosso grupo unido até 2022 e 2020 também. Prefeitura é diferente, muitas vezes em grupos nossos têm dois candidatos. É importante conversar, tanto com PDT do Lupi  e do Ciro, quanto com a Rede da Marina e do Randolfe", declarou Wagner.

  • Bolsonaro muda tom e pede trabalho em conjunto com governadores contra o coronavírus

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    21/05/2020 - 11:58


    Em videoconferência, presidente tratou de um apoio ao veto que pretende fazer ao projeto de socorro a Estados e municípios para proibir reajustes no funcionalismo público

    POLÍTICA

    - O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) pediu a governadores que apoiem o veto que pretende fazer ao projeto de socorro a Estados e municípios para proibir que o funcionalismo tenha reajustes até o fim de 2021. O pedido foi feito em uma videoconferência com os chefes dos estados na manhã de hoje (21). Bolsonaro estava acompanhado de ministros e dos presidentes da Câmara e do Senado. O encontro também teve como tema ações relacionadas ao enfrentamento da crise de saúde e econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus. Antes da videoconferência, o presidente voltou a criticar, de forma velada, a atuação de governadores dos Estados em conversa com apoiadores. Ele reclamou da postura de "autoridades estaduais" em fala na frente do Palácio da Alvorada. Na conversa com populares na saída da residência oficial, Bolsonaro ouviu reclamações de um apoiador sobre um suposto recolhimento de bandeiras do Brasil de automóveis durante uma carreata pró-governo em Fortaleza. Em resposta ao apoiador o presidente disse: "imaginem uma pessoa do nível dessas autoridades estaduais na Presidência da República, o que teria acontecido com o Brasil já. Esse é o recado. Então vocês vão ter que sentir um pouco mais na pele quem são essas pessoas para, juntos, a gente mudar o Brasil. Mudar, à luz da Constituição, da lei, da ordem". Já na videoconferência, Bolsonaro mudou o tom. "Temos que trabalhar em conjunto a sanção de um socorro aos senhores governadores, de aproximadamente R$ 60 bilhões, também extensivo a prefeitos", disse o presidente na abertura do encontro. "O que se pede apoio aos senhores é a manutenção de um veto muito importante", declarou Bolsonaro.

  • Mandetta diz que governo tentou alterar bula da cloroquina

    Foto: Valter Campanato | Agência Brasil Foto: Valter Campanato | Agência Brasil
    Por Lara Curcino

    21/05/2020 - 11:00


    Ex-ministro da Saúde afirma que a ideia era incluir no texto recomendação para tratamento da Covid-19

    POLÍTICA

    - O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, revelou ontem (20), em entrevista à GloboNews, que o governo federal tentou alterar a bula da cloroquina para incluir no texto a recomendação para tratamento do coronavírus. "Eu me lembro de quando, no final de um dia de reunião de conselho ministerial, me pediram para entrar numa sala e estavam lá um médico anestesista e uma médica imunologista, que tinha a redação de um provável ou futuro decreto presidencial, ou algo do gênero. A ideia era alterar a bula do medicamento na Anvisa, colocando a indicação para Covid-19", revelou Mandetta. O também médico ortopedista voltou a criticar o uso deliberado do medicamento e afirmou que o protocolo que recomenda o remédio é “distante do razoável”. 

  • 'Ainda bem' que 'monstro' do coronavírus veio para demonstrar necessidade do Estado, diz Lula

    Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert
    Por Juliana Rodrigues

    20/05/2020 - 09:30


    "Esse monstro está permitindo que os cegos comecem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises"

    POLÍTICA

    - Em entrevista ao jornalista Mino Carta para o canal da CartaCapital, realizada na noite de ontem (19), o ex-presidente Lula disse que "ainda bem" que o "monstro" do coronavírus surgiu, demonstrando a necessidade da presença do Estado. Lula disse que o preconceito está "na medula da elite brasileira", que, "grosseira e raivosa", é, segundo ele, contrária aos direitos para empregadas domésticas, jardineiros e pobres. "O que eu vejo? Quando eu vejo os discursos dessas pessoas, quando eu vejo essas pessoas acharem bonito que 'tem que vender tudo o que é público', que 'o público não presta nada', ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos comecem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises. Essa crise do coronavírus, somente o Estado pode resolver isso, como foi a crise de 2008." Lula mencionou, na sequência, o ex-presidente dos Estados Unidos Franklin Roosevelt, que comandou o país de 1933 a 1945. À época, houve a Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945).

  • Ministro do STF ficou 'incrédulo' com vídeo de reunião de Bolsonaro e pode liberar material completo

    Foto: Rosinei Coutinho | SCO/STF Foto: Rosinei Coutinho | SCO/STF
    Por Matheus Simoni

    20/05/2020 - 07:30


    Ministro assistiu ao vídeo de sua residência em São Paulo, onde cumpre o distanciamento social em meio à crise sanitária provocada pelo novo coronavírus

    POLÍTICA

    - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello já assistiu o vídeo com a gravação da reunião ministerial do presidente Jair Bolsonaro ocorrida no dia 22 de abril. O material é uma das provas apontadas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que o presidente tentou interferir politicamente na Polícia Federal. De acordo com o jornal Estadão, o decano do STF ficou incrédulo com o vídeo. Fontes que acompanham o caso avaliam que, hoje, a tendência do ministro é atender ao pedido do ex-ministro Moro e levantar o sigilo da íntegra do vídeo. Celso de Mello já destacou em uma decisão do início deste mês “não haver, nos modelos políticos que consagram a democracia, espaço possível reservado ao mistério”. O ministro assistiu ao vídeo de sua residência em São Paulo, onde cumpre o distanciamento social em meio à crise sanitária provocada pelo novo coronavírus. Quando a pandemia foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o decano se recuperava de uma cirurgia no quadril. Até agora, apenas dois trechos da reunião foram tornados públicos, conforme transcrição feita pela Advocacia-Geral da União (AGU), que defende Bolsonaro no caso. “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. isso acabou. Eu não vou esperar f. minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar; se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o Ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira”, afirmou o presidente na ocasião.

  • Câmara aprova texto-base que determina uso obrigatório de máscaras em todo o país

    Foto: Reprodução Foto: Reprodução
    Por Luciana Freire

    19/05/2020 - 17:15


    Segundo a redação aprovada pela Câmara, quem for flagrado descumprindo a regra poderá ser multado em até R$ 300

    POLÍTICA

    - A Câmara dos Deputados aprovou hoje (19) o texto-base de um projeto que obriga o uso de máscaras de proteção individual em todo o país durante a pandemia. A regra deverá ser observada em espaços públicos, transporte coletivo e locais privados acessíveis ao público. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo. Deputados ainda votam destaques ao texto. Para virar lei, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente da República. Segundo a redação aprovada pela Câmara, quem for flagrado descumprindo a regra poderá ser multado em até R$ 300, "sendo aplicada o dobro em caso de reincidência", ou seja, R$ 600.

  • Rodrigo Maia cria grupo para estudar adiamento das eleições municipais

    Foto: Najara Araujo | Câmara dos Deputados Foto: Najara Araujo | Câmara dos Deputados
    Por Kamille Martinho

    19/05/2020 - 15:30


    A expectativa é que a primeira reunião do grupo seja realizada já na próxima semana e conte com a participação de pelo menos um representante de cada partido

    POLÍTICA

    - Em reunião com líderes partidários ontem (18), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, resolveu criar um grupo de trabalho para estudar o adiamento das eleições munucipais de outubro para dezembro. Segundo a Veja, o grupo é a favor de que as eleições ocorram ainda este ano, a fim de não achatar os próximos mandatos – e muito menos permitir que as eleições sejam unificadas em um longínquo 2022. “Acredito que é oneroso para a democracia unificar as eleições sem realizar amplo debate com a sociedade”, ponderou Rodrigo Maia na noite de ontem. A expectativa é que a primeira reunião do grupo seja realizada já na próxima semana e conte com a participação de pelo menos um representante de cada partido.

  • Ramagem comandou operação da PF que deu origem a investigação relacionada a Flávio Bolsonaro

    Foto: Marcos Oliveira | Agência Senado Foto: Marcos Oliveira | Agência Senado
    Por Juliana Rodrigues

    19/05/2020 - 11:00


    Ação Cadeia Velha resultou na abertura da Furna da Onça, cujas informações foram vazadas para o senador

    POLÍTICA

    - A Operação Cadeia Velha, da Polícia Federal, foi comandada pelo delegado Alexandre Ramagem. A ação originou a Operação Furna da Onça, cujas informações confidenciais teriam sido vazadas para o hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) durante a campanha eleitoral de 2018. Ramagem, favorito do presidente Jair Bolsonaro para comandar a PF após a exoneração de Maurício Valeixo, teve a nomeação suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na Cadeia Velha, foi produzido o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que indicou movimentações suspeitas, de cerca de R$ 660 mil, pelo assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, Fabrício Queiroz. 

  • Senadores decidem cancelar recesso parlamentar de meio do ano devido a pandemia

    Foto: Jefferson Rudy | Agência Senado Foto: Jefferson Rudy | Agência Senado
    Por Luciana Freire

    18/05/2020 - 18:20


    Segundo o regimento, os senadores tiram dois períodos de recesso: um no final do ano e outro no meio do ano (18 a 31 de julho), este último foi cancelado pelos parlamentares

    POLÍTICA

    - Os líderes partidários do Senado decidiram hoje (18) que não haverá recesso parlamentar no meio deste ano em razão da pandemia da Covid-19. De acordo com o regimento, os senadores tiram dois períodos de recesso: um no final do ano (23 de dezembro a 1º de fevereiro) e outro no meio do ano (18 a 31 de julho). O recesso parlamentar de meio do ano foi cancelado pelos parlamentares. “Há um sentimento forte dos líderes do Senado em cancelar o recesso do meio do ano, porque não há sentido nenhum no meio de uma crise dessa tirar recesso. É mais do que natural e justo que o Congresso esteja trabalhando, nem que seja pelo sistema remoto”, afirmou o senador Weverton Rocha (MA), líder do PDT. Decisão foi tomada em reunião entre os líderes e o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), realizada pela manhã por videoconferência.

  • PGR pede para Polícia Federal ouvir Paulo Marinho em inquérito sobre Bolsonaro

    Foto: Werther Santana | Estadão Foto: Werther Santana | Estadão
    17/05/2020 - 21:30


    Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o empresário afirmou que o senador Flávio Bolsonaro foi avisado com antecedência por um delegado da PF sobre a deflagração da Operação Furna da Onça.

    POLÍTICA

    - A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, neste domingo (17), para que a Polícia Federal colha depoimento do empresário Paulo Marinho (PSDB-RJ) sobre a denúncia feita por ele de vazamento de informações sigilosas ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A PGR também pediu que a PF ouça, na mesma investigação, Miguel Ângelo Braga Grillo, chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro desde 2007. Paulo Marinho, de 68 anos, foi um dos principais apoiadores da campanha presidencial de Bolsonaro e é suplente de senador de Flávio. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o empresário afirmou que o senador Flávio Bolsonaro foi avisado com antecedência por um delegado da PF sobre a deflagração da Operação Furna da Onça. A operação deflagrada no dia 8 de novembro de 2018 teve acesso a dados de movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, quando o filho do presidente Jair Bolsonaro era deputado estadual. Ainda de acordo com o relato de Marinho, o delegado que procurou por Braga e Flávio recomendou que o então funcionário fosse demitido. Tanto Queiroz quanto a filha dele, Nathalia Queiroz, lotada no gabinete do então deputado Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, foram demitidos no dia 15 de outubro. O pedido da PGR foi feito pelo procurador da República João Paulo Lordelo, membro auxiliar do gabinete de Augusto Aras que está envolvido no inquérito de Bolsonaro. A investigação envolvendo o presidente foi aberta depois que o ex-ministro Sergio Moro denunciou suposta intervenção de Bolsonaro na PF.

  • Em resposta a acusações, Flávio Bolsonaro diz que suplente tem motivações políticas

    Foto: Marcos Brandão | Agência Senado Foto: Marcos Brandão | Agência Senado
    17/05/2020 - 12:30


    “Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão”, diz nota divulgada pela assessoria do senador

    POLÍTICA

    - Em resposta às acusações feitas pelo empresário Paulo Marinho, a assessoria de Flávio Bolsonaro disse haver interesse político da parte do suplente. “Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão”, diz a nota divulgada pelo gabinete do senador, hoje (17). Segundo a nota, Marinho quer prejudicar Flávio porque é seu sucessor no Senado, caso o senador seja afastado do cargo. Em entrevista publicada na Folha, na manhã de hoje (17), Marinho, que é presidente do PSDB no Rio e pré-candidato a prefeito, informou que o filho do presidente Jair Bolsonaro foi avisado com antecedência pela Polícia Federal de que o assessor Fabrício Queiroz seria alvo de investigação na Operação Furna da Onça. Leia a íntegra da nota: NOTA DE ESCLARECIMENTO - O desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena. Preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão. Trocou a família Bolsonaro por Dória e Witzel, parece ter sido tomado pela ambição. É fácil entender esse tipo de ataque ao lembrar que ele, Paulo Marinho, tem interesse em me prejudicar, já que seria meu substituto no Senado. Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás? Sobre as estórias, não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos.

  • Exame de Mourão para Covid-19 tem resultado negativo

    Foto: Marcos Correa | O Globo Foto: Marcos Correa | O Globo
    Por Juliana Rodrigues

    17/05/2020 - 10:00


    Vice-presidente aguarda contraprova e segue em isolamento, segundo assessoria

    POLÍTICA

    - A assessoria do vice-presidente Hamilton Mourão informou hoje (17) que os exames a que ele e sua esposa, Paula Mourão, foram submetidos ontem (16) deram negativo para a Covid-19. Mourão fez o exame após ser informado do resultado positivo de um servidor que esteve em contato com ele na quarta (13). Por precaução, o vice e sua esposa permanecem em isolamento na residência oficial do Jaburu. Mourão fará a contraprova e só deve retornar ao expediente normal na quarta (20), caso o resultado do próximo exame seja negativo. 

  • Senador quer adiar eleições municipais para dezembro devido à Covid-19

    Foto: Pedro Ladeira | Folhapress Foto: Pedro Ladeira | Folhapress
    Por Juliana Rodrigues

    17/05/2020 - 09:30


    Proposta de Randolfe Rodrigues (Rede-AP) preserva o período dos mandatos e a data da posse

    POLÍTICA

    - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da minoria no Senado, apresentou, na sexta (15), uma Proposta de Emenda à Constituição que adia as eleições municipais para dezembro, devido às medidas de enfrentamento da pandemia da Covid-19. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, na Folha. A proposta prevê que o pleito seja adiado para o dia 6 de dezembro deste ano. Até o momento, a previsão é que o primeiro turno ocorra no dia 4 de outubro. Na PEC apresentada, ficam preservados o período dos respectivos mandatos, bem como a data da posse. Nos municípios em que houver necessidade de segundo turno, a data de realização seria 20 de dezembro. A proposta também autoriza o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a promover a revisão do calendário eleitoral e a realizar ajustes na aplicação da legislação infraconstitucional. No texto, o senador ressalta que poderá ser necessário estabelecer outras formas de realização da campanha eleitoral, a depender da evolução do coronavírus no país.

  • PF antecipou a Flávio Bolsonaro que Queiroz seria alvo de operação, diz suplente do senador

    Foto: Reprodução Foto: Reprodução
    Por Juliana Rodrigues

    17/05/2020 - 07:00


    Em entrevista à Folha, Paulo Marinho ainda afirmou que a corporação teria segurado a operação para que ela não ocorresse no meio do segundo turno

    POLÍTICA

    - O empresário Paulo Marinho, suplente do senador Flávio Bolsonaro, afirmou, em entrevista à Folha, que o filho do presidente Jair Bolsonaro soube com antecedência da deflagração da Operação Furna da Onça, que atingiu seu ex-funcionário, Fabrício Queiroz. Segundo ele, Flávio foi avisado da existência da ação entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, por um delegado da Polícia Federal que era apoiador da candidatura de Jair Bolsonaro. Além disso, a PF teria segurado a operação, então sigilosa, para que ela não ocorresse no meio do segundo turno, prejudicando assim a campanha de Bolsonaro. O delegado também teria aconselhado Flávio a demitir Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete de Jair Bolsonaro quando ele era deputado federal, em Brasília. Os dois foram exonerados no dia 15 de outubro de 2018. Marinho considera que as conversas com Flávio Bolsonaro podem "explicar" o interesse de Bolsonaro em controlar a Superintendência da Polícia Federal no Rio. Por essa razão, Sergio Moro saiu do Ministério da Justiça. "O delegado falou: 'Vai ser deflagrada a Operação Furna da Onça, que vai atingir em cheio a Assembleia Legislativa do Rio. E essa operação vai alcançar algumas pessoas do gabinete do Flávio [o filho do presidente era deputado estadual na época]. Uma delas é o Queiroz e a outra é a filha do Queiroz [Nathalia], que trabalha no gabinete do Jair Bolsonaro [que ainda era deputado federal] em Brasília'. O delegado então disse, segundo eles: 'Eu sugiro que vocês tomem providências. Eu sou eleitor, adepto, simpatizante da campanha [de Jair Bolsonaro], e nós vamos segurar essa operação para não detoná-la agora, durante o segundo turno, porque isso pode atrapalhar o resultado da eleição [presidencial]'. (...) Ele [Flávio] comunicou ao pai [Jair Bolsonaro] o episódio e o pai pediu que demitisse o Queiroz naquele mesmo dia e a filha do Queiroz também. E assim foi feito", relatou Paulo Marinho.

  • Teich pede demissão do Ministério da Saúde antes de um mês no cargo

    Foto: Reprodução Foto: Reprodução
    Por Matheus Simoni

    15/05/2020 - 12:00


    Decisão ocorre após atritos públicos com o presidente

    POLÍTICA

    - O ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15), antes de completar um mês à frente da pasta. Em nota, a administração informa que ele se demitiu. Teich tomou posse em 17 de abril. Essa é a segunda saída de um ministro da Saúde em meio à pandemia do coronavírus. Teich havia substituído Luiz Henrique Mandetta. Assim como Mandetta, Teich também apresentou discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas para combate ao coronavírus. Os favoritos para a sucedê-lo são: o general Eduardo Pazuelo, que Bolsonaro impôs como o segundo de Teich; o eterno candidato Osmar Terra; e o Contra-Almirante Luiz Froes, diretor de Saúde da Marinha. Froes é quem tem, no entanto, mais chances por ser o preferido do general Braga Netto.

  • Bolsonaro libera auxílio a mães adolescentes, mas veta benefício em dobro para pais solteiros

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    Por Juliana Rodrigues

    15/05/2020 - 11:00


    Governo também vetou a ampliação do benefício para profissionais informais que não estão inscritos no Cadastro Único, como motoristas de aplicativo

    POLÍTICA

    - O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que amplia os beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600. A sanção foi publicada na edição de hoje (15) do Diário Oficial da União. Agora, o benefício poderá ser pago a menores de 18 anos que forem mães. Assinam a sanção Bolsonaro e os ministros da Economia, Paulo Guedes; da Cidadania, Onyx Lorenzoni; e da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves. O presidente vetou a ampliação do benefício para profissionais informais que não estão inscritos no Cadastro Único. Algumas profissões foram especificadas pelo Congresso Nacional como aptas a receber os R$ 600 do governo, como motorista de aplicativos, vendedores porta a porta e ambulantes de praia. A alteração foi barrada sob a justificativa de que a proposta de lei feria o principio da isonomia por privilegiar algumas profissões em razão de outras. Além disso, o Executivo informou que  o Congresso não especificou qual seria a origem da verba nem o impacto do aumento de despesa nas contas públicas. O governo também vetou a possibilidade de homens solteiros chefes de família de receberem em dobro o benefício emergencial, como já acontece com mães chefes de família. A ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, justificou o veto ao afirmar que a ampliação colocaria em risco o pagamento adicional às mães solteiras, já que o Congresso não estabeleceu mecanismos para impedir que pais ausentes se colocassem como chefes de família de forma fraudulenta para receber o benefício. Com a sanção, a lei entra em vigor. Os vetos terão de ser analisados pelo Congresso, que pode manter ou derrubar a decisão de Bolsonaro.

  • Bolsonaro se irrita com perguntas e diz que falou 'PF', não Polícia Federal

    Foto: Marcello Casal Jr. | Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr. | Agência Brasil
    Por Juliana Rodrigues

    15/05/2020 - 08:30


    "Uma reclamação minha... É palhaçada o que está fazendo. O que eu falei ali no tocante à segurança física. Está bem claro. Quem faz não é PF, nem Polícia Federal, é o GSI", disse

    POLÍTICA

    - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que, ao pronunciar "PF" em reunião ministerial, não se referia especificamente à Polícia Federal, mas a um sentido mais amplo. Em declaração na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro ainda se irritou com questionamentos sobre o vídeo da reunião. O material faz parte do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga uma possível interferência do presidente na Polícia Federal. "Palavra PF. Duas letras. Tem a ver com a Polícia Federal, mas é reclamação 'PF', no tocante ao serviço de inteligência", disse o presidente, segundo o UOL. Ao ser questionado novamente sobre o tema, ele disse que não estava ali para ser interrogado e que espera que a gravação seja publicada. "Não vou me submeter a interrogatório por parte de vocês. Espero que a fita se torne pública para que a análise correta venha a ser feita. A interferência não é nesse contexto da inteligência, não. É na segurança familiar. É bem claro, segurança familiar, e não toco PF nem palavra 'Polícia Federal' na palavra segurança familiar..." Perguntado se falava sobre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Bolsonaro disse: "A quem estaria me referindo? É óbvio", disse, antes de insistir na versão de que não falava especificamente sobre a Polícia Federal. "Uma reclamação minha... É palhaçada o que está fazendo. O que eu falei ali no tocante à segurança física. Está bem claro. Quem faz não é PF, nem Polícia Federal, é o GSI", disse. Logo depois, o presidente disse que não responderia mais perguntas e entrou no carro, em direção ao Palácio do Planalto.