BUSCA PELA CATEGORIA "Justiça"

  • PF instaura inquérito para apurar disparo de mensagens pelo WhatsApp em campanhas de Haddad e Bolsonaro

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    Por Lara Ferreira

    20/10/2018 - 18:00

    O pedido de abertura da investigação foi feito por Raquel Dodge, na manhã de hoje

    A polícia Federal instaurou, na manhã de hoje (20), inquérito para investigar o disparo de mensagens pelo WhatsApp sobre os presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). A solicitação de abertura partiu da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que quer a apuração de eventual esquema profissional de propagação de notícias falsas em ambas as campanhas. De acordo com coluna do Estadão, fontes da PF afirmaram que conclusão do caso não deve ser demorada. Ontem (19), o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Jorge Mussi, decidiu pela abertura de investigação judicial, solicitada pelo Partido dos Trabalhadores, com relação à denúncia feita pela Folha, na quinta-feira (18), sobre empresas que compraram pacotes de disparo em massa de mensagens no WhatsApp contra o PT.

  • Polícia Federal encontra indicios de participação do PCC no ataque a Bolsonaro

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    Por Alexandre Galvão

    19/10/2018 - 08:00

    Há indícios “fortíssimos” de que a organização criminosa tem dado auxílio Adélio Bispo de Oliveira

    A Polícia Federal encontrou indicios de participação da facção criminosa PCC no atentado contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Segundo o site O Tempo, há indícios “fortíssimos” de que a organização criminosa tem dado auxílio Adélio Bispo de Oliveira, que é acusado de esfaquear o capitão da reserva. Ainda de acordo com a publicação, Klayton Ramos de Souza, que é membro do PCC, é amigo de Adélio. Os dois se conheceram em Montes Claros, onde ambos nasceram e cresceram. Até este ano, ainda mantinham contato por meio de redes sociais. A atuação dos quatro defensores de Adélio também intriga, já que os advogados cobram caro aos clientes.

  • Lula é condenado a pagar multa por tentar enganar Justiça

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    Por Matheus Simoni

    17/10/2018 - 14:00

    A condenação por litigância de má-fé foi dada pelo juiz José Carlos de França Carvalho Neto, da 1º Vara da Fazenda Pública

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por tentar enganar a Justiça no processo envolvendo propriedade rural do petista em São Bernardo do Campo, ao lado do sítio Los Fubangos, em São Paulo. De acordo com a Coluna do Estadão, do jornal Estado de S. Paulo, Lula terá que pagar multa de R$ 1 mil, correspondente a 10% da causa. A condenação por litigância de má-fé foi dada pelo juiz José Carlos de França Carvalho Neto, da 1º Vara da Fazenda Pública. O magistrado considerou que Lula prestou informações falsas a Justiça ao alegar que houve abuso de autoridade da prefeitura que mandou embargar a construção de sua "unidade residencial para lazer". Na sentença, o juiz declara que o ex-presidente “assegurara” em seu projeto que as obras não demandariam movimentação de terra, “o que não correspondeu à verdade”. A propriedade tem 380 m² e estava sendo construído numa área de 20,5 mil m². A defesa de Lula nega a acusação e informou que irá recorrer.

  • Leilão de bens da Lava Jato no Rio arrecada mais de R$ 11 milhões

    Foto: Geraldo Bubniak | Estadão Conteúdo Foto: Geraldo Bubniak | Estadão Conteúdo
    Por Juliana Rodrigues

    17/10/2018 - 09:30

    Os bens foram leiloados por decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, com base na Lei de Lavagem de Dinheiro

    Um leilão realizado nesta terça-feira (16) na sede da Justiça Federal do Rio de Janeiro arrecadou mais de R$ 11 milhões com dois imóveis, um jatinho e um carro apreendidos durante a Operação Lava Jato. Os bens foram leiloados por decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, com base na Lei de Lavagem de Dinheiro e foram vendidos com 20% de desconto, porque tinham sido anunciados anteriormente e não tiveram compradores. Na decisão do leilão, o juiz escreveu que o objetivo da alienação antecipada é salvaguardar a restituição aos “cofres públicos de eventual produto/proveito de crime, de forma que, obviamente, fica resguardado o direito à devolução da quantia em caso de sentença absolutória”. A mansão do ex-governador Sérgio Cabral, em Mangaratiba, foi arrematada no dia 13 de setembro, por R$ 6,4 milhões, valor mínimo estipulado no leilão. A venda ocorreu nos últimos minutos do leilão, após o próprio leiloeiro já ter admitido que teria de anunciar o imóvel por um preço inferior, em um próximo arremate. Durante o leilão, foram arrematados os três carros blindados de Cabral: um Land Rover Discovery, por R$ 251 mil; um Land Rover Freelander, por R$ 156 mil; e um Hyundai Azera, por R$ 78 mil. Já uma lancha, de R$ 3,2 milhões, será oferecida em um futuro leilão, após uma nova avaliação, segundo o leiloeiro Renato Guedes.

  • PF indicia Temer por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa

    Foto: Marcos Corrêa | PR Foto: Marcos Corrêa | PR
    Por Matheus Simoni

    16/10/2018 - 21:00

    O relatório final do inquérito dos Portos foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) hoje (16)

    A Polícia Federal indiciou o presidente Michel Temer (MDB) e outras dez pessoas por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A ação ainda envolve a filha do presidente, Maristela Temer. No caso de Maristela, o indiciamento se dá apenas por lavagem de dinheiro. O relatório final do inquérito dos Portos foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) hoje (16). A PF também pediu sequestro e bloqueio de bens de todos os suspeitos, e a prisão de quatro deles. O inquérito dos Portos foi aberto pelo STF, a pedido do então procurador da República, Rodrigo Janot, após a delação de executivos do Grupo J&F, que denunciaram pagamentos de propina a agentes políticos. Entre os beneficiados estão Michel Temer e o ex-assessor dele, Rodrigo Rocha Loures, envolvendo decreto editado por Temer. O caso foi encaminhado pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso para a Procuradoria Geral da República (PGR), que tem até 15 dias para se pronunciar por meio de parecer. Confira as listas: Indiciados - Michel Miguel Elias Temer Lulia; Rodrigo Santos da Rocha Loures; Antônio Celso Grecco; Ricardo Conrado Mesquita; Gonçalo Borges Torrealba; João Baptista Lima Filho; Maria Rita Fratezi; Carlos Alberto Costa; Carlos Alberto Costa Filho; Almir Martins Ferreira; Maristela de Toledo Temer Lulia. Indiciados alvos de pedido de prisão preventiva - João Baptista Lima Filho; Carlos Alberto Costa; Maria Rita Fratezi; Almir Martins Ferreira.

  • Procuradoria investiga Paulo Guedes sob suspeita de fraude

    Foto: Divulgação Foto: Divulgação
    Por Rodrigo Daniel Silva

    10/10/2018 - 08:00

    Economista, que é cotado para ser ministro de Bolsonaro, é suspeito de captar, pelo menos, R$ 1 bi de entidades

    O Ministério Público Federal (MPF) investiga o economista Paulo Guedes, que é cotado para ser ministro da Fazenda em um eventual governo de Bolsonaro (PSL), por supostamente praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais. Segundo o jornal Folha de São Paulo, Paulo Guedes teria se associado a executivos ligados ao PT e ao MDB. Ele teria captado, pelo menos, R$ 1 bilhão das entidades, entre elas, Previ (Banco do Brasil) e Petros (Petrobras). No dia 2 de outubro, foi instaurado um procedimento investigativo criminal para apurar se o economista cometeu os crimes de gestão fraudulenta ou temerária. Procuparado pelo jornal, Paulo Guedes não respondeu.

  • Relator da Lava Jato nega habeas corpus de Lula contra delação de Palocci

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    Por Marina Hortélio

    09/10/2018 - 20:00

    Os advogados ainda pediam que o processo em que o petista é réu por supostas propinas de R$ 12 milhões da Odebrecht fosse suspenso

    O pedido do ex-presidente Lula para tirar dos autos da ação penal de um dos termos da delação do ex-ministro Antônio Palocci foi negado hoje (9) pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Os advogados ainda pediam que o processo em que Lula é réu por supostas propinas de R$ 12 milhões da Odebrecht fosse suspenso. Até a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU, a defesa do ex-presidente ainda solicitava a suspensão da ação penal. No anexo dos autos da ação de um dos termos da delação de Palocci, que foi divulgado no dia 1º de outubro pelo juiz Sérgio Moro, o ex-ministro reafirmou que Lula ‘tinha conhecimento, desde 2007’, de supostos esquemas de corrupção na Petrobras.

  • TSE manda Facebook derrubar 33 'fake news' sobre Manuela

    Foto: Reprodução Foto: Reprodução
    Por Juliana Rodrigues

    09/10/2018 - 12:00

    No entendimento do ministro Sérgio Banhos, o conteúdo mancha a imagem da candidata a vice "perante o público católico e cristão"

    O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sérgio Banhos, determinou ontem (8) a retirada de 33 notícias falsas sobre Manuela D'Ávila (PCdoB), candidata a vice na chapa de Fernando Haddad (PT). A decisão, em caráter liminar, estabelece que o conteúdo deve ser retirado do ar pelo Facebook dentro de 24h. Os autores das 'fake news' devem ser identificados pela rede social à Justiça e o Ministério Público Eleitoral deve ser intimado a se manifestar sobre o caso. No pedido, a defesa da coligação "O Povo Feliz de Novo" (PT/PC do B/PROS) argumentou que as publicações trazem conteúdo manipulado através de edições e montagens, com o objetivo de atribuir "condutas moralmente reprováveis à candidata". O ministro do TSE deferiu a liminar por entender que as postagens mancham a imagem da candidata "perante o público católico e cristão, com o objetivo evidente de interferir no pleito eleitoral".

  • Bahia registra 16 ocorrências de crime eleitoral

    Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
    Por Lara Ferreira

    07/10/2018 - 18:00

    Trinta e nove pessoas já foram levadas para delegacias

    Trinta e nove pessoas foram encaminhadas às Delegacias Territoriais na Bahia por desrespeito a alguma lei eleitoral hoje (7). Entre os principais registros estão boca de urna, transporte ilegal de eleitores e propaganda irregular. No total, 16 ocorrências foram contabilizadas, todas no interior do estado. Entre os municípios em que os casos ocorreram estão Vitória da Conquista, Brumado, Ubaitaba, Campo Formoso, Gandu, Seabra, Coronel João Sá, Canavieiras, Filadélfia, Milagres, Teixeira de Freitas, Itaberaba e Irecê. As ações da polícia para a garantia do direito ao voto foram acompanhadas pelo Centro Integrado de Comando e Controle, situado no Centro de Operações e Inteligência. O plantão segue até amanhã (8).

  • Presidente do TRE explica motivo de Bahia liderar títulos cancelados

    Foto: Divulgação | TSE Foto: Divulgação | TSE
    Por Rodrigo Daniel Silva

    05/10/2018 - 11:00

    De acordo com José Edivaldo Rotondano, 70% estão entre mortos, transferidos e cidadãos desobrigados a votar

    O presidente do Tribunal Regional Eleitoral na Bahia, José Edivaldo Rotondano, explicou, em entrevista à Rádio Metrópole, o motivo de a Bahia liderar o número de títulos cancelados, com quase 600 mil pessoas. Segundo ele, mais de 35% foram anulados porque a maioria tem 60 anos e não é mais obrigada a comparecer às urnas. Outros 30%, de acordo com ele, tem o voto facultativo, já que tem entre 16 e 18 anos ou são analfabetos. “Só aí você tem uma soma de quase 70% dos títulos cancelados. Os demais são falecidos e outros transferiram os domicílios eleitorais”, atenuou. O chefe do TRE-BA admitiu ainda que a biometria pode postegar as votações, mas ressaltou que o eleitor só vai conseguir votar se chegar até 5 horas da tarde no domingo (7). Segundo o desembargador, a previsão é de que cada cidadão fique, em média, dois minutos na urna. “A expectativa é, como a eleição vai se escolher seis cargos, que se prolongue mais do que o previsto. O horário da votação se encerra às 17 horas. Se todos comparecerem, isso pode prolongar mais um pouco a votação até 18h ou 19 horas”, ressaltou. Rotondano salientou que, no caso de a biometria não funcionar, o eleitor também terá o direito a votar. “Eu na eleição passada não consegui pegar os meus dados biométricos. Então, eu votei na forma convencional. Se não conseguir pegar os dados biométricos, a pessoa vota normalmente e voto é computado”, pontuou.

  • CNJ pede explicações a Moro sobre delação de Palocci

    Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil
    Por Alexandre Galvão

    04/10/2018 - 15:00

    Os parlamentares também alegam que o depoimento de Palocci não deveria ter seu sigilo levantado "nesse momento de elevada temperatura política"

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quer que o juiz federal Sérgio Moro preste informações sobre a decisão de retirar o sigilo da colaboração de Antonio Palocci com a Polícia Federal. De acordo com a Folha de São Paulo, o órgão acatou uma reclamação disciplinar dos deputados petistas Paulo Pimenta, Luiz Teixeira e Wadih Damous. Eles afirmam que a iniciativa do magistrado configura uma "escancarada tentativa de tumultuar o processo eleitoral, por quem tem (ou deveria ter) o dever constitucional de preservá-la". Os parlamentares também alegam que o depoimento de Palocci não deveria ter seu sigilo levantado "nesse momento de elevada temperatura política, senão com o deliberado propósito de interferir ilicitamente na disputa que se aproxima e onde o Partido dos Trabalhadores, democraticamente, desponta como um dos preferidos da sociedade brasileira". 

  • Presidente do STF proíbe entrevista de Lula e manda caso para plenário

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    Por Rodrigo Daniel Silva

    02/10/2018 - 07:00

    Ex-presidente está preso na sede da PF em Curitiba após ser condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro.

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, manteve a decisão do ministro Luiz Fux que proibia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de conceder entrevista ao jornal Folha de São Paulo. O magistrado determinou que o caso seja julgado pelo plenário da Corte, mas ainda não há previsão. Toffoli ainda concedeu vista à Procuradoria-Geral da República. Lula está preso na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba após ser condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro.

  • Moro quebra sigilo de parte da delação de Palocci

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    Por Matheus Simoni

    01/10/2018 - 16:00

    Juiz incluiu as informações delatadas pelo ex-ministro na ação penal do Instituto Lula

    O juiz federal Sergio Moro quebrou hoje (1º) o sigilo de parte do acordo de colaboração do ex-ministro Antonio Palocci com a Polícia Federal. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo. O magistrado incluiu as informações delatadas pelo petista na ação penal do Instituto Lula. No despacho, o juiz afirma que “examinando o seu conteúdo, não vislumbro riscos às investigações em outorgar-lhe publicidade”. Moro também divulgou os benefícios acertados por Palocci. O ex-ministro terá que pagar multa de R$ 35 milhões e teve redução de 2/3 da pena. Palocci contou na delação que houve a “ideia de nacionalizac?a?o do projeto do pre?-sal", o que se deu "pelo aspecto social, de gerac?a?o de empregos e desenvolvimento nacional, e objetivo, para atendimento dos interesses das empreiteiras nacionais, as quais tinham o?timo relacionamento com o governo". Confira na íntegra o conteúdo liberado.

  • Palocci diz que houve propina em 90% das medidas aprovadas pelo governo

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    Por Matheus Simoni

    01/10/2018 - 16:00

    A informação foi revelada na delação premiada firmada pelo ex-parlamentar junto ao Ministério Público Federal (MPF)

    O ex-ministro Antonio Palocci revela em delação premiada que, das mil medidas provisórias editadas nos quatro governos do PT na Presidência da República, houve pagamento de propina em 900 delas. A informação foi revelada na delação premiada firmada pelo ex-parlamentar junto ao Ministério Público Federal (MPF). Parte do conteúdo foi divulgada hoje (1ª) pelo juiz federal Sérgio Moro. Palocci conta diversas formas de corrupção adotadas pela gestão petista em parceria com partidos aliados. De acordo com o ex-ministro, houve acordos com PSB, PCdoB, PR, PP e PSC. "Quando não havia aproximação Ideológica, era óbvio que a formação do governo se dava com distribuição de cargos e dinheiro", diz Palocci na delação. O petista declarou que, em acordos com partidos pragmáticos, discutem-se apenas cargos e recursos. Já em acordos com partidos programáticos, discutem-se também programas de governo. "A corrupção é baixa em partidos que nunca foram do governo. Os partidos se corrompem quando passam a integrar o governo. Quanto maior o tempo de governo, maior é o nível de corrupção. Mesmo após deixarem o governo e passarem a compor oposição, os partidos continuam com práticas corruptas", afirmou o ex-ministro ao MPF.

  • Lewandowski autoriza imediata entrevista de Lula à Folha

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    Por Alexandre Galvão

    01/10/2018 - 15:00

    De acordo com o Jota, o ministro atendeu ao pedido feito pelo jornal que classificou a decisão de Fux de “inaceitável e surpreendente ato de censura prévia"

    O ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, autorizou a entrevista do ex-presidente Lula à Folha de S. Paulo. “Reafirmo a autoridade e vigência da decisão que proferi na presente Reclamação para determinar que seja franqueado, incontinenti, ao reclamante e à respectiva equipe técnica, acompanhada dos equipamentos necessários à captação de áudio, vídeo e fotojornalismo, o acesso ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de que possam entrevistá-lo, caso seja de seu interesse, sob pena de configuração de crime de desobediência, com o imediato acionamento do Ministério Público para as providência cabíveis, servindo a presente decisão como mandado”, escreveu o magistrado. A nova posição ocorre depois de breve encontro reservado com o presidente do STF, Dias Toffoli, na manhã desta segunda-feira (01/10) em São Paulo, durante o evento “30 Anos da Constituição Federal de 1988”, organizado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. De acordo com interlocutores, os dois tiveram uma reunião tensa. A ideia de Lewandowski é não levar o caso ao plenário da Corte. De acordo com o Jota, Lewandowksi atendeu pedido feito pelo jornal que classificou a decisão de Fux de “inaceitável e surpreendente ato de censura prévia que a Constituição proíbe”: “É manifestamente ilegal. Não pode prevalecer.”

  • Fux proíbe entrevista com Lula na prisão

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    Por Juliana Rodrigues

    29/09/2018 - 07:00

    Ministro atendeu a um pedido de suspensão de liminar formulado pelo partido Novo; decisão também censura previamente a entrevista, caso já tenha sido realizada

    O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu na noite de ontem (28) uma liminar que foi concedida por seu colega Ricardo Lewandowski e proibiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dar entrevista ao jornal Folha de São Paulo na prisão. A decisão de Fux também censura previamente o material: caso a entrevista já tenha sido realizada, sua divulgação está proibida. O pedido de suspensão de liminar foi formulado pelo partido Novo, sob o argumento de que a realização da entrevista pode confundir os eleitores, já que o PT tem apresentado Lula como integrante da chapa que disputa as eleições presidenciais. Lula está preso desde abril, após ter sido condenado em segundo grau por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). A decisão de Fux deverá ir ao plenário.

  • Corregedoria instaura sindicância para apurar processo de divórcio de Bolsonaro

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    Por Juliana Rodrigues

    28/09/2018 - 21:00

    Reportagem publicada na revista 'Veja' cita vários detalhes do processo, em que Ana Cristina acusa o ex-marido até mesmo de roubo

    A Corregedoria Geral da Justiça instaurou nesta sexta-feira (28), para apurar eventual envolvimento de servidores e ou magistrados na concessão irregular de vista dos autos do processo de divórcio do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e de sua ex-mulher Ana Cristina Valle. Uma reportagem publicada hoje na revista Veja cita vários detalhes do processo, em que Ana Cristina acusa o ex-marido de ter gastos incompatíveis com a renda de parlamentar e de ter roubado dinheiro e jóias do cofre que mantinha num banco. Segundo o Estadão, o corregedor-geral, desembargador Claudio Mello Tavares disse que os processos de família tramitam em segredo de Justiça e só podem ter acesso aos autos as partes e seus respectivos advogados. “Houve diversos pedidos de desarquivamento de processos em trâmite nas Varas de Família da Comarca da Capital em que o mencionado candidato é parte, pela Editora Abril, responsável pela Veja”, aponta o corregedor. Em princípio, qualquer cidadão pode pedir vista a processos. No entanto, aqueles que correm em varas de família não podem ser acessados pois correm em segredo de Justiça. Ainda assim, a Editora Abril pediu o desarquivamento do processo de divórcio de Bolsonaro em 27 de agosto. O pedido foi atendido pela 2ª Vara de Família, da Barra da Tijuca, em 4 de setembro último.

  • Procuradoria vai tentar barrar entrevista de Lula, diz site

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    Por Matheus Simoni

    28/09/2018 - 11:30

    Lewandowski autorizou ex-presidente a falar com jornal Folha de São Paulo

    A procuradora-geral da República, Raquel Dogde, vai tentar impedir a entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao jornal Folha de São Paulo. Segundo o Antagonista, a PGR vai recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Se recorrer, a ação vai para Segunda Turma do STF e vai caber ao próprio Lewandowski pautar o julgamento. Para chegar ao plenário da Corte, vai caber ao presidente do STF, Dias Toffoli.

  • Lewandowski autoriza Lula a conceder entrevistas a jornalistas

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
    Por Agência Brasil

    28/09/2018 - 10:30

    O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou hoje(28) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder entrevistas da carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde ele se encontra preso desde 7 de abril. A decisão do ministro foi proferida após reclamação ao STF feita pela jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, e pelo jornalista Florestan Fernandes. Eles atacaram decisão da juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, que em agosto havia negado o acesso da imprensa a Lula. Lewandowski acolheu os argumentos dos reclamantes e entendeu que a decisão da juíza seria uma censura prévia ao trabalho da imprensa, o que viola decisão do próprio Supremo, que na ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) 130 vetou qualquer tipo de censura prévia. “Dessa forma, não há como se chegar a outra conclusão, senão a de que a decisão reclamada, ao censurar a imprensa e negar ao preso o direito de contato com o mundo exterior, sob o fundamento de que ‘não há previsão constitucional ou legal que embase direito do preso à concessão de entrevistas ou similares’, viola frontalmente o que foi decidido na ADPF 130”, escreveu Lewandowski. O ministro também afastou a justificativa da juíza de que o acesso de jornalistas a Lula causaria um problema de segurança na carceragem onde ele se encontra, citando diversas entrevistas que presos em regime fechado concederam, “sem que isso acarrete problemas maiores ao sistema carcerário”. Entre as entrevistas citadas está a do ex-senador Luiz Estevão (2017), a do narcotraficante Marcinho VP (2016) e a da cantora mexicana Gloria Trevi (2001). “Não é crível, portanto, que a realização de entrevista jornalística com o custodiado, ex-presidente da República, ofereça maior risco à segurança do sistema penitenciário do que aquelas já citadas, concedidas por condenados por crimes de tráfico, homicídio ou criminosos internacionais, sendo esse um argumento inidôneo para fundamentar o indeferimento do pedido de entrevista”, disse o ministro. Desde 7 de abril, Lula cumpre, na capital paranaense, pena de 12 anos e um mês de prisão, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

  • Em processo, ex acusa Bolsonaro de furtar cofre e receber pagamentos não declarados

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    Por Luís Filipe Veloso

    28/09/2018 - 09:30

    Em reportagem da revista Veja, a candidata a deputada federal pelo Podemos do Rio, Cristina Bolsonaro, diz que a paz foi selada entre os dois após anos de litígio

    A disputa pela divisão dos bens entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e a ex-esposa, Ana Cristina Siqueira Valle, em 2008, rendeu um processo de 500 páginas com graves acusações ao presidenciável que são abordadas na reportagem de capa da revista Veja desta semana. Segundo a publicação, a mulher com quem o político conviveu por mais de 10 anos e teve um filho, atualmente com 20 anos, alegou na ação movida na 1ª Vara de Família do Rio de Janeiro que o parlamentar recebia pagamentos não declarados e omitia patrimônio. Além disso, no processo, Ana Cristina acusa Bolsonaro de agir com “desmedida agressividade” e até furtar um cofre. Em 26 de outubro de 2007, conforme comprovação de um boletim de ocorrência registrado na 5ª Delegacia da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a ex-mulher do político prestou queixa contra ele, acusando-o de furtar joias de um cofre mantido pelo então casal no Banco do Brasil da Rua Senador Dantas, no centro do Rio, e mudar o segredo da fechadura, sem seu consentimento. Na declaração de candidatura a deputado federal, em 2006, Bolsonaro afirmou à Justiça Eleitoral um total de bens de R$ 433.934, ou 850.000 em valores avançados. Na ação movida pela ex-esposa, o patrimônio real do casal à época era de 4 milhões de reais, ou 7,8 milhões em valores elevados. Candidata a deputada federal pelo Podemos do Rio, Ana Cristina (Cristina Bolsonaro) utiliza o sobrenome do ex e diz que a paz foi selada entre eles após anos de litígio. Atualmente, ela afirma que as acusações, à época, foram fruto de “excessos retóricos”. Nega – “Indignada” com uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Ana Cristina publicou um vídeo na terça-feira (25) em que negou ter sofrido agressão de Bolsonaro, durante a briga pela guarda do filho do casal. De acordo com a publicação, a segunda ex-mulher do candidato à Presidência da República afirmou em 2011 ao Itamaraty que foi ameaçada de morte por ele e que isso a levou a deixar o País para viajar para a Noruega.